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Polícia Civil deflagra primeira fase da Operação Presépio

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (6), a primeira fase da operação “Presépio”, para dar cumprimento a 42 mandados judiciais de busca e apreensão e de condução coercitiva. As investigações visam apurar desvios de recursos públicos e corrupção na Prefeitura de Marituba, município da Região Metropolitana de Belém.

Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, em residências, empresas e órgãos públicos em Marituba, Belém, Ananindeua e Castanhal, além de 20 mandados de condução coercitiva de servidores públicos e empresários. As informações foram prestadas pelo delegado geral, Rilmar Firmino, e o delegado Claudio Galeno, diretor de Polícia Especializada (DPE).

As investigações foram iniciadas há seis meses para apurar fraudes em procedimentos licitatórios para instalação e manutenção de postes de iluminação pública. A empresa que ganhou a licitação teria, em conluio com servidores, montado um esquema de fraudes em licitação e inexecução contratual.

As investigações são presididas pelo delegado Carlos Vieira, titular da Delegacia de Repressão a Defraudações Públicas (DRDP), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado. Para deflagrar a operação, o delegado solicitou medidas cautelares à Justiça, para realizar busca e apreensão e condução coercitiva contra as pessoas envolvidas, direta e indiretamente, no esquema criminoso em apuração. As medidas judiciais foram expedidas pela juíza em exercício da Vara Criminal de Marituba, Anúzia Dias da Costa.

A operação teve como base o prédio do Instituto de Ensino de Segurança do Pará (Iesp), na BR-316, em Marituba, onde as equipes policiais se concentraram durante a madrugada e de onde saíram para cumprir os mandados judiciais. As cautelares foram cumpridas durante a manhã desta terça por equipes da DRCO, da Diretoria de Polícia do Interior (DPI) e do Grupo de Pronto Emprego (GPE).

A operação policial contou, ainda, com a participação de duas equipes de peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Todas as pessoas conduzidas foram ouvidas no Iesp e depois liberadas. Os materiais apreendidos na operação também foram levados para o Iesp e ficarão apreendidos para passar pelas perícias necessárias à investigação.

Por Walrimar Santos
Foto: Ascom Polícia Civil