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CPCRC firma parceria com MPPA sobre homicídios

Representantes do Ministério Público do Pará (MPPA), nas pessoas do Dr José Maria Costa Lima Júnior, promotor de Justiça de Centro de Apoio Operacional Criminal do MPPA, Dra. Leane Barros Fiuza de Mello, promotora de Justiça de Centro Operacional da Infância e Juventude do MPPA, e a Dra. Marcela Christine Ferreira de Melo Castelo Branco, promotora de Justiça de Marituba, estiveram reunidos, na manhã da quarta-feira (29), com o diretor geral do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” (CPCRC), o perito criminal Celso Mascarenhas, na sede do órgão. O encontro marcou a colaboração do CPCRC para que o MPPA tenha acesso a laudos necroscópico de casos referentes à homicídios ocorridos na Região Metropolitana de Belém (RMB).

A solicitação do Ministério Público se deve ao acompanhamento e análise do órgão ao alto índice de extermínios na RMB, sobretudo, às vítimas que se enquadram na faixa etária de 0 a 29 anos. No estudo do MPPA sobre esses homicídios, foram analisados dados muitos preocupantes que abrangem questões em comum entre as pessoas assassinadas, que vão da forma que elas foram mortas e as possíveis motivações dos crimes.

Nesse sentido, os representantes do Ministério Público solicitaram ao CPCRC o acesso aos laudos necroscópicos referente aos homicídios ocorridos entre maio de 2015 a junho de 2018, dentro da faixa etária de 0 a 29 anos. A posse desses documentos dará ciência e vai possibilitar fazer o perfil das mortes, como forma de levantar dados que confirmem e até ajudem na solução de muitos casos e até inibir o número de ocorrências.

A solicitação do MPPA foi atendida pela direção do Centro de Perícias, que determinou que o gerente do setor de informática disponibilizasse os laudos necroscópicos até o final do mês de maio. Mais do que isso, ficou acordado que os servidores do sistema de informática CPCRC forneçam treinamentos a servidores técnicos do Ministério Público ao sistema Perícia.net, para que tenham acesso e façam downloads dos laudos sempre que necessitem.

O apoio da unidade Belém do CPCRC se junta às unidades de Altamira, Marabá e Santarém, municípios que também estão nos estudos do Ministério Público sobre o alto índice de homicídios de vítimas da mesma faixa etária de 0 a 29 anos, que já forneceram os laudos necroscópicos destes casos aos promotores do MPPA.