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CPCRC é célere em liberação dos corpos em Altamira

A força-tarefa, montada por profissionais de Belém, Altamira, Santarém e de outros municípios da região, o Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, por meio do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística, concluiu em apenas dois dias a necrópsia nos corpos dos 58 detentos mortos durante o confronto entre facções criminosas ocorrido no Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRAlt), no oeste paraense, na última segunda-feira (29).

Além disso, a mesma agilidade foi apresentada no serviço de reconhecimento e liberação dos corpos. Na quinta-feira passada, ou seja, apenas três dias após o ataque dentro do CRRAlt, o trabalho dos médicos legistas e auxiliares técnicos possibilitou a identificação de 28 mortos, que foram liberados aos seus entes queridos, que os sepultaram no cemitério municipal de Altamira.

DNA – restaram 30 corpos que por estarem totalmente carbonizados ficaram impossibilitados de serem reconhecidos e, por sua vez, serem liberados. No entanto, eles tiveram material genético coletado e vão passar por comparação com as amostras dos familiares que também fizeram a coleta. Ao todo, familiares de 25 detentos mortos foram coletados, que já estão no Laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística, na sede do CPCRC em Belém, que será concluído em 10 dias.

Em relação aos familiares dos cinco corpos que ainda restam, três deles compareceram à Unidade Regional do CPCRC em Altamira, mas não eram elegíveis, ou seja, são parentes distantes, já que as análises ideais são amostras do pai, mãe e irmãos. Além deles, duas famílias residem em outros estados, que precisarão comparecer em Altamira para a realização da coleta ou enviar as amostras por correspondência de suas localizações de origem. 

À medida que os resultados das análises em Belém forem enviados de volta para Altamira, o Centro de Perícias solicita o retorno dos corpos para finalização do processo de identificação e liberação para as famílias.

Celeridade – O caminhão frigorífico que conserva os 30 corpos desde o dia da remoção no presídio, foi retirado da frente do Centro de Perícias Científicas de Altamira assim que os 28 corpos foram liberados. O veículo ficará estacionado, por motivos de segurança, no quartel da Polícia Militar do município.

Por Carolina Menezes (SECOM)