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Perícia Criminal é determinante em prisão de acusado de estupro e homicídio em Altamira

Trabalho de peritos criminais de Altamira e de Belém contribuiu à elucidação dos crimes cometidos pelo pai contra filha de 3 anos, na região sudoeste estadual

A perícia criminal, por meio do levantamento de local de crime e exame do laboratório de genética forense, do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC), foi determinante na detenção pela Polícia Civil (PC), no último dia 26 de dezembro, do suspeito de ter estuprado e assassinado a própria filha de três anos de idade, no município de Altamira, região sudoeste estadual. O crime ocorreu na madrugada de 14 de outubro deste ano, quando o corpo da criança foi encontrada seis horas após o crime em um terreno baldio.

O procedimento inicial da perícia envolveu o levantamento de local de crime, que ajudou a PC a concluir as contradições ditas pelo suspeito. Em depoimento, ele sugeriu que a criança teria sido levado por algum estranho da casa onde moravam, ao terreno baldio onde viria a ser assassinada.

“A perícia concluiu que não havia a possibilidade de uma pessoa de fora do imóvel ter invadido e ter levado a criança, porque não havia sinais de arrombamento na residencia, nem outros vestígios que indicassem isso”, disse Marcel Ferreira, perito criminal.

A partir dessa constatação pericial, além do pai, outras duas pessoas foram apontadas como suspeitas de terem cometido o crime, sendo o avô e o tio que encontrou o corpo da criança. Eles foram levados à Unidade Regional do CPCRC de Altamira, onde tiveram coletados material biológico que foi encaminhado à sede do CPCRC, em Belém, ao laboratório de genética forense.

“O material genético coletado foi oriundo dos fragmentos das unhas dos suspeitos. Após a análise, podemos constatar que foi encontrado material genético da vítima apenas na pessoa que seria o pai da criança”, declarou Márcia Cristina de Oliveira, perita criminal. 

Para o delegado responsável pelo caso, o trabalho pericial foi determinante diante do depoimento do suspeito que afirmou não ter contato com a criança desde o seu desparecimento até ser encontrada no terreno baldio.

“Foram quase 70 dias de investigação, de um crime que não teve testemunhas oculares. Mas, as provas técnicas e científicas, principalmente do cruzamento de material biológico entre suspeito e vítima, que ajudaram na produção do laudo, fizeram-nos dar cumprimento ao pedido de prisão do suspeito”, disse David Flávio, delegado da Divisão de Homicídios de Altamira.