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Reprodução Simulada dos fatos pode ajudar investigações da Polícia Civil

O procedimento contribui para esclarecer o entendimento de crimes e foi usado no homicídio da cabo PM Andreza do Nascimento, assassinada em setembro de 2020

O Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC) realizou, na noite de ontem (19), em contribuição às investigações policiais, a reprodução simulada dos casos de repercussão dos assassinatos da cabo PM Andreza Maria da Silva Araújo do Nascimento, ocorrido em setembro do ano passado, em Ananindeua. O procedimento foi solicitado pela Polícia Civil, que instaurou inquérito com o objetivo de esclarecer as incertezas que envolvem o caso. 

A reprodução simulada do caso da cabo PM Andreza envolve esclarecer as questões sobre se a morte da militar seria homicídio, cometido supostamente pelo companheiro da vítima, que participou do procedimento junto com os peritos criminais do Núcleo de Crimes Contra a Vida do CPCRC lotados em Belém, ou se cometeu suicídio dentro do imóvel onde o casal residia, no bairro do Distrito Industrial, em Ananindeua.

“Nesse procedimento, nós fazemos a reprodução de todas as cenas possíveis relatadas pelos depoimentos, além da presença de todas as testemunhas em momentos separados que nos ajudaram a reconstituir a dinâmica do evento”, explicou o perito criminal Nonato Nascimento, gerente de constatação. Nesse sentido, a partir dos relatos das testemunhas, os peritos criminais do CPCRC fizeram a reprodução simulada que envolveu o posicionamentos das personagens envolvidas, objetos da cena do crime, a presença das testemunhas e até a prestação de ajuda à vítima, que foi levada ao hospital para atendimento médico. “São informações que vão nos ajudar a reproduzir os atos, que vão nos ajudar a dirimir e concluir como ocorreu o caso, que vai ajudar no inquérito policial que foi instaurado”, completou o perito criminal Nonato Nascimento.

Para o delegado da Divisão de Homicídios da Polícia Civil (PC) Caio Lobo, que investiga o caso, o trabalho pericial em questão será determinante para a conclusão do inquérito, que tem como base responder se o caso foi crime de homicídio ou suicídio cometido pela policial militar. “No inquérito prossegue essa dúvida de homicídio ou suicídio. Por isso, confiamos no trabalho da reprodução simulada, realizada pelo Centro de Perícias, que tem a capacidade de fazer a capitulação penal do fato”, declarou o delegado.

Em relação ao tempo da apresentação do laudo técnico da reprodução simulada, a perícia criminal irá analisar com o tempo que julgar necessário, já que envolve situação de repercussão com questões detalhistas que seguem sem respostas e que dependem exclusivamente de meios técnico-científicos para elucidação. “É um trabalho que é determinante, por isso se requer tempo de análise. Mas, justamente por contribuir no sentido de ajudar nas investigações policiais, nossos peritos irão dar a resposta o quanto antes em colaboração à justiça”, disse o perito criminal Celso Mascarenhas, diretor-geral do CPCRC

Reprodução simulada –  A reprodução simulada, popularmente conhecida como reconstituição de crime, tem o objetivo de documentar dados e informações de ações que fazem parte de inquéritos, o mais próximo da realidade. O procedimento é realizado quando é solicitado por delegados e outras autoridades, no mesmo local onde ocorreu o fato, solucionando dúvidas sobre posicionamentos, distâncias, obstáculos relacionados ao crime, bem como identificar o papel dos envolvidos no delito e a duração dos eventos. “Nossos peritos criminais que são indicados para dirigir reprodução simulada são altamente capacitados, prontos para contribuir para a justiça por meio desse procedimento”, concluiu Celso Mascarenhas, diretor-geral do CPCRC.